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A Copa da CHICOOH+: Quatro anos depois, o placar é outro

Entre zebras, viradas de placar e novos campeonatos, a trajetória da CHICOOH+ acompanha um dos períodos mais transformadores da história do OOH brasileiro - Crédito: divulgação

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Toda Copa do Mundo tem sua zebra. Aquele resultado improvável que desafia previsões, derruba favoritismos e muda a história do campeonato. Olhando para a trajetória da mídia exterior nos últimos anos, às vezes penso que o OOH viveu algo parecido. Em 2022, enquanto o mercado ainda absorvia os impactos da pandemia, os investimentos no meio enfrentavam um dos momentos mais desafiadores da sua história. Segundo dados do Cenp-Meios, o setor registrou queda de 12,13%, um cenário que certamente não colocava a mídia exterior entre as grandes apostas daquele momento.

Foi justamente nesse contexto que fundamos a CHICOOH+. Enquanto muita gente enxergava um mercado em dificuldade, eu continuava vendo cidades pulsando, pessoas circulando e marcas buscando formas de se conectar com seus públicos no mundo real. Talvez seja o olhar de quem passou mais de quatro décadas percorrendo ruas, avenidas, rodovias e conversando com profissionais de diferentes regiões do país. Para quem vive o OOH há tanto tempo, era difícil acreditar que aquele cenário definiria o futuro do setor. Os desafios eram reais, mas eu também via sinais de que o mercado passaria por uma transformação importante nos anos seguintes. Foi justamente apostando nessa evolução que começamos a construir a CHICOOH+, unindo tecnologia, inteligência territorial e experiência de mercado.

Quatro anos depois, o placar é outro. Os investimentos em OOH cresceram 132,3% no período e o meio se consolidou entre os principais destinos da verba publicitária no Brasil. Mas, para mim, o dado mais interessante não é o crescimento em si. O que realmente chama atenção é a transformação que aconteceu dentro do próprio setor. O jogo mudou, e talvez essa seja a principal história desses últimos anos.

Quando olho para essa transformação, percebo que ela não aconteceu apenas porque a economia voltou a crescer. O OOH passou por uma mudança de mentalidade. O planejamento deixou de olhar apenas para um ponto no mapa e passou a enxergar fluxos, comportamentos e contextos. O endereço continua sendo importante, mas hoje ele representa um ponto de partida. A digitalização acelerou, a mensuração evoluiu, os dados ganharam espaço e a inteligência artificial passou a fazer parte da rotina de planejamento. O que antes era decidido quase exclusivamente pela disponibilidade dos espaços passou a considerar mobilidade, audiência e a forma como as pessoas vivem e circulam pelas cidades. O mercado ficou mais sofisticado. Como acontecem nas grandes competições, os melhores resultados passaram a depender menos da tradição e mais da capacidade de adaptação, leitura de cenário e tomada de decisão.

Mas existe uma coisa que aprendi nesses quatro anos de campeonato que nenhuma tecnologia consegue substituir. Você pode entrar em campo com os melhores dados, os dashboards mais completos e as tecnologias mais avançadas, mas ainda assim corre o risco de perder o jogo se não entender o contexto por trás das informações. A mídia exterior continua sendo uma mídia das ruas, das cidades e das pessoas. E as pessoas não cabem inteiramente em planilhas, elas carregam hábitos, culturas, tradições e comportamentos que só se revelam quando saímos do escritório e colocamos o pé em campo. No OOH, quem conhece o território joga com vantagem.

Foi justamente essa visão que guiou a evolução da CHICOOH+ ao longo dos últimos quatro anos. Desde o início buscamos inovação, mas foi em 2026 que consolidamos nosso posicionamento como uma OOH Tech. Mais do que operar campanhas, passamos a investir de forma ainda mais intensa em inteligência territorial, tecnologia e análise de dados para ajudar marcas a compreenderem não apenas onde comunicar, mas em quais contextos suas mensagens podem gerar mais conexão. Afinal, a cidade não é feita apenas de espaços disponíveis para anunciar. Ela é feita de pessoas, hábitos, deslocamentos e histórias que precisam ser compreendidos antes de qualquer planejamento.

Para Chico Preto, CEO da CHICOOH+, a evolução do OOH passa pela combinação entre experiência de mercado, tecnologia e inteligência territorial - Crédito: divulgação

Ao longo dessa trajetória também tivemos a oportunidade de disputar campeonatos cada vez maiores. E aprendi uma coisa importante: ninguém conquista grandes resultados jogando sozinho. Parte dessa caminhada foi construída ao lado de parceiros que compartilham a mesma visão sobre o futuro da mídia exterior. Empresas como a Wedoo Mídia & Negócios, IN MALL Mídia em Shoppings Centers, Limongi Assessoria e Mídia, Acasadamídia, Alcance Rio, Connectha e FSMT fortaleceram nossa presença e inteligência em diferentes mercados, enquanto parceiros como a Bridge contribuíram para ampliar nossa capacidade de comunicação e desenvolvimento de conteúdos. Cada um, em sua especialidade, trouxe conhecimento de mercado, inteligência local, criatividade e uma atuação colaborativa que ampliou nossa capacidade de entregar projetos cada vez mais estratégicos para marcas e agências.

O mesmo aconteceu fora do país. A aliança com a Produceria Miami abriu caminho para uma atuação internacional mais consistente e, ao longo dessa jornada, também fortalecemos parcerias com a Inbound, na Europa, e com a Agência Quiroga, na América Latina, ampliando nossa presença em diferentes mercados e conectando a CHICOOH+ a um ecossistema global de mídia exterior.

Paralelamente, incorporamos soluções como o Brand Lift, avançamos em processos de checking apoiados por inteligência artificial e desenvolvemos nossa própria plataforma de inteligência territorial, capaz de cruzar dados urbanos, mobilidade, comportamento e contexto para apoiar decisões de planejamento em OOH. Mais do que reunir informações, ela traduz a forma como acreditamos que a mídia exterior deve ser planejada: combinando tecnologia, experiência e conhecimento profundo dos territórios. Cada uma dessas iniciativas representou mais do que um novo serviço. Foram etapas importantes na construção da empresa que imaginávamos quando entramos em campo.

Essa evolução também nos permitiu participar de projetos que traduzem exatamente a forma como enxergamos o OOH. Um deles foi a campanha da Broto Legal durante a final da FIFA Women's Champions Cup, em Londres. Mais do que posicionar uma marca em um grande evento esportivo, buscamos construir uma comunicação conectada ao contexto daquele momento, explorando de forma criativa o encontro entre elementos da cultura brasileira e inglesa.

Talvez o maior troféu que esses quatro anos tenham nos dado não esteja na tecnologia que desenvolvemos nem nos projetos que realizamos. O principal aprendizado foi entender que tecnologia e experiência jogam no mesmo time. A inteligência artificial ampliou nossa capacidade de analisar dados, identificar padrões e enxergar oportunidades, mas o conhecimento acumulado sobre os territórios continua sendo o que dá sentido a essas informações. Em outras palavras, a tecnologia ajuda a organizar o jogo, mas são as pessoas que entendem quando acelerar, mudar a estratégia ou aproveitar uma oportunidade. Afinal, localização sem contexto é como dominar a posse de bola durante toda a partida sem conseguir criar uma única chance de gol.

Em ano de Copa do Mundo, gosto de pensar que toda trajetória também tem seus campeonatos. Nesses quatro anos, a CHICOOH+ entrou em campo em um momento desafiador para o setor, acompanhou uma das maiores transformações da história da mídia exterior e evoluiu junto com esse mercado. Mas, como acontece com as grandes seleções, levantar uma taça não significa encerrar a história. Significa começar a preparação para o próximo desafio. Nós já estamos de olho no próximo campeonato, certos de que o futuro do OOH continuará sendo construído pela combinação entre tecnologia, inteligência territorial e, principalmente, pela capacidade de compreender as cidades e as pessoas que dão vida a elas.

Fonte: Chicooh+

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