
Entramos em 2026 com um cenário claro: a mídia OOH vive uma nova fase de maturidade. Depois de um 2025 marcado por crescimento, digitalização e discussões sobre sustentabilidade, o meio se consolida como um dos mais estratégicos e completos do ecossistema publicitário.
Como venho destacando há algum tempo, o OOH deixou de ser apenas uma vitrine urbana para se tornar uma plataforma de conexão real com o cotidiano das pessoas. Os números mais recentes confirmam esse avanço. Um estudo neurocientífico da Forebrain, em parceria com a OOH Brasil, revelou que painéis digitais de grande formato são cinco vezes mais eficazes em atrair a atenção e influenciar decisões de compra do que os tradicionais.
O levantamento, realizado em capitais como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza, utilizou tecnologia de análise cognitiva e emocional para medir as reações de mais de 400 participantes. Os resultados apontaram que os formatos digitais registram, em média, 10,3% de atenção e impacto, contra 1,8% dos estáticos, além de maior lembrança de marca e intenção de compra.
Esses dados comprovam o que o mercado já vinha sentindo nas ruas, o DOOH se tornou uma mídia de influência, performance e presença. Ele combina escala com precisão, emoção com tecnologia e, acima de tudo, oferece credibilidade, um ativo cada vez mais valioso em um mundo de atenção fragmentada.

Chico Preto, CEO da CHICOOH+ - Créditos: Cíntia Ferro
Embora o DOOH apresente resultados relevantes em atenção, impacto e lembrança, é essencial reforçarmos o papel do estático e o espaço que ele ocupa no nosso ecossistema. No formato estático, a mensagem é favorecida com foco e continuidade. A exposição prolongada ajuda a construir reconhecimento ao longo dos dias e mantém a presença da marca de forma constante, além de ser uma solução eficiente para campanhas que precisam de ampla distribuição. Assim, enquanto o DOOH permite dinamismo e atualização, o estático oferece estabilidade e constância. Juntos, fortalecem a presença das marcas nas cidades e ampliam o resultado das ações de comunicação.
Retail media e convergência físico-digital
O Retail Media segue como uma das maiores oportunidades de integração entre o digital e o físico. A mídia exterior, ao se aproximar do momento da compra, amplia sua relevância na jornada do consumidor. Em 2026, veremos um movimento ainda mais forte de convergência entre OOH, dados e comportamento, com campanhas que se adaptam em tempo real ao fluxo urbano, ao clima e até ao contexto social.
Dentro dessa construção de um OOH mais inteligente e próximo das pessoas, vale destacar resultados que ilustram, na prática, a força do meio quando ele é planejado com propósito. No Carnaval de Salvador de 2025, aplicamos o estudo de Brand Lift em uma campanha de Cheetos®, analisando mais de 1.400.000 inserções e acompanhando de perto como cada fase da jornada era impactada. O resultado foi claro: a campanha registrou um crescimento 33% no interesse pela marca e 23% na intenção de compra. São números que traduzem, de forma simples e direta, como o OOH e o DOOH, quando combinam inteligência, contexto e mensuração, conseguem gerar efeitos reais e percebidos pelo consumidor.
IA generativa e compra programática
Outra força de transformação é o avanço da inteligência artificial generativa e da compra programática. Já é possível planejar e ativar campanhas com base em algoritmos que interpretam padrões de deslocamento, perfis de público e características culturais locais. É a evolução natural de um meio que, mais do que falar com todos, aprendeu a conversar com cada um e no momento certo.
Na prática, esse avanço também se reflete na forma como garantimos entregas cada vez mais precisas para nossos clientes. A CHICOOH+ integra essa evolução tecnológica por meio da Trace OOH, nossa plataforma de verificação e certificação em tempo real. Ela utiliza inteligência artificial para realizar o checking fotográfico e confirmar a execução das campanhas com precisão, seja em formatos clássicos, digitais, programáticos ou em combinações entre eles. A solução acompanha todo o processo, do planejamento à validação final, trazendo mais segurança operacional, transparência e eficiência para o ecossistema de mídia exterior.
Som e experiências multissensoriais
Também chama atenção o novo diálogo entre o som e a mídia exterior. Plataformas de streaming, marcas do varejo e empresas de tecnologia estão ampliando seus ecossistemas de retail media, usando o áudio como ligação entre o físico e o digital. Experiências mais imersivas começam a unir som e imagem, como no case da Magnum, que sincronizou rádio e outdoors por geolocalização, ou nas ativações que utilizam tecnologia de som direcional para criar impacto sem invadir o ambiente. É um sinal claro de que o OOH continua se reinventando e segue mais conectado, envolvente e próximo das pessoas.
Sustentabilidade e o legado da COP 30
No campo da sustentabilidade, 2025 deixou um legado importante. A COP 30, realizada em Belém, foi um marco para a comunicação ambiental no Brasil. Agora, em 2026, vemos cada vez mais esse discurso se consolidando em ações reais, mobiliário urbano alimentado por energia solar, compensação de carbono e revitalização de espaços públicos passam a fazer parte do novo padrão da mídia exterior responsável.
A CHICOOH+ vem ampliando sua atuação em sustentabilidade com resultados mensuráveis. Hoje, já ultrapassamos 100 toneladas de carbono compensadas em campanhas realizadas em cidades como São Paulo, Brasília, Joinville, Americana e Belém, incluindo projetos desenvolvidos com marcas como a Reserva. Esses números reforçam um compromisso real com práticas ambientais consistentes e alinhadas às demandas globais.
A TV 3.0 e a nova era das telas
Outro marco para 2026 é a chegada da TV 3.0 ao Brasil, novo padrão baseado no sistema DTV+ (ATSC 3.0). A tecnologia traz avanços como imagem em 4K, áudio imersivo, interatividade e transmissão de dados, inaugurando uma nova experiência para a televisão aberta.
Com a implementação nacional, a TV 3.0 marca um passo decisivo na convergência entre o ambiente doméstico e o urbano, aproximando a TV conectada do DOOH. Essa integração permitirá campanhas mais dinâmicas e personalizadas, sincronizando conteúdos entre a tela de casa e a tela da rua, um avanço que amplia o alcance, a mensuração e as possibilidades criativas do ecossistema de mídia.
Digitalização e métricas em tempo real
Os investimentos globais confirmam essa trajetória. O DOOH deve representar cerca de 36% de todo o investimento mundial em OOH até o fim de 2026, consolidando a transição digital do setor. E, no Brasil, essa virada acontece de forma equilibrada, unindo o digital ao humano, a automação ao propósito.
Na CHICOOH+, seguimos comprometidos com essa evolução. Atuamos com inteligência de dados, automação e métricas, mas sem abrir mão do que dá sentido à publicidade: a conexão humana. Acreditamos em um OOH que não apenas ocupa espaços, mas gera valor, transforma cidades e constrói relações de confiança.
2026 será o ano em que a mídia exterior mostrará, mais do que nunca, que tecnologia e emoção caminham lado a lado. E, como costumo dizer, o OOH não é sobre estar nas ruas, é sobre fazer parte da vida.